ROMANOS

16-04-2011 00:57

 

Autor: Paulo

Data: 56 dC

 

SÍNTESE

 

Depois da saudação e da ação de graças, o apóstolo Paulo, referindo-se a um

texto do Antigo Testamento (Habacuque 2:4), apresenta o tema da epístola que

é a justificação pela fé.

Os três capítulos iniciais estabelecem o primeiro ponto principal: que todos os

homens são pecadores. Paulo começa por uma descrição da crassa idolatria e

imoralidade dos gentios; contudo, em virtude da revelação do poder de Deus

na natureza, e pelo testemunho de suas próprias consciências de que "são

dignos de morte os que tais coisas praticam", os gentios são considerados

responsáveis.

Ao mesmo tempo, os judeus são igualmente pecadores, muito embora sejam

eles objeto dos oráculos divinos. Os gentios pecaram sem lei - perecerão sem

lei, os judeus pecaram sob a lei - serão julgados pela lei. "Porque os que ouvem

a lei não são justos diante de Deus: mas os que praticam a lei hão de ser

justificados" 2:13.

Contudo, não há praticantes da lei, quer judeus quer gentios; porque "Não há

um justo, nem um sequer"(3:10). "Por isso nennhuma carne será justificada

diante dele"(3:20).

Portanto, se alguém vier a ser justificado, Deus mesmo terá de proporcionar

misericordiosamente a justiça necessária para a absolvição. Isto se efetua em

virtude de sacrifício propiciatório de Cristo. Seu sangue derramado satisfaz a

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justiça do Pai, de maneira que Deus pode ser justo e ao mesmo tempo

justificador daquele que tem fé em Jesus.

O capítulo 4, citando a Abraão como principal exemplo, explica mais

extensamente de que forma Deus atribui a justiça sem as obras. A seguir, o

capítulo 5 estabelece um paralelo entre Adão e Cristo. Todos aqueles a quem

Adão representava foram feitos pecadores por sua ofensa; todos quantos estão

em Cristo são feitos justos por sua obediência.

Em resposta à acusação de que a justificação pela fé estimula o pecado,

"Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?" (6:1), o apóstolo

Paulo explica que o crente sincero recorreu a Cristo a fim de escapar do

pecado. A justificação produz santificação, e essa luta pela santificação pessoal

(7:14-25) é prova de que escapamos à condenação. Portanto, em virtude do

amor imutável de Deus (8:39), podemos ter a segurança da salvação.

A justificação pela fé, a rejeição dos judeus e a inclusão dos gentios são

conseqüentes com as promessas de Deus a Israel. Tais promessas foram feitas

aos descendentes espirituais de Abrão. Deus escolheu a Isaque e rejeitou a

Ismael. Deus escolheu a Jacó e rejeitou a Esaú. Estas escolhas e exclusões são

inerentes às próprias promessas. A eleição de Deus é soberana. É como o oleiro

que fabrica vasos para determinados fins.

Contudo, chegará o dia quando, em geral, os judeus serão exertados de novo.

Em virtude destas misericórdias divinas, todo crente deve cumprir sua função

particular na igreja, com diligência e singeleza. De igual maneira, no país, todo

crente deve ser bom cidadão.

Finalmente, Paulo expressa a esperança de visitar Roma em sua viagem com

destino à Espanha, e termina a carta com saudações pessoais.

 

AUTOR

 

A epístola aos Romanos, a mais longa, a mais sistemática e a mais profunda de

todas as epístolas, e talvez o livro mais importante da Bíblia, foi escrita pelo

apóstolo Paulo (1:1, 5). Naquela ocasião ele se encontrava em Corinto (15:26;

16:1, 2). A cuidadosa composição da carta sugere que depois de algumas

experiências tempestuosas ali, desfrutou um período de tranqüilidade antes de

receber dinheiro de ajuda aos santos em Jerusalém. Isto situa a carta por volta

do ano 58 de nossa era. Diferentemente das demais epístolas, a dirigida aos

romanos foi escrita a uma igreja que ele nunca havia visitado (1:10, 11, 15).

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