II CORÍNTIOS

16-04-2011 01:01

 

Autor: Paulo

Data: Cerca de 55 - 56 dC

 

SÍNTESE

 

Nenhum esboço breve pode proporcionar idéia da riqueza e simpatia desta

extraordinária epístola. O principal motivo que inspira Paulo a escrevê-la é o

de reivindicar sua autoridade apostólica, especialmente quando a igreja de

Corinto tinha sido invadida por falsos apóstolos que procuravam minar sua

autoridade e desencaminhar os crentes do evangelho que haviam recebido por

seu intermédio. Escreve, contudo, não com caráter autoritário, mas antes como

pai espiritual dos crentes de Corinto, aos quais ele ama e quer que respondam

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com reciprocidade ao seu amor e permaneçam fiéis as verdades que ele lhes

comunicou. A situação em Corinto chegou a tal ponto que Paulo se vê na

obrigação de falar por si mesmo. Conquanto apele para o conhecimento

pessoal e íntimo que o povo tinha dele e de seu caráter, e lhes lembre os

profundos sofrimentos e as vicissitudes porque passou a fim de comuncar-lhes

a mensagem da salvação, ele o faz com humildade e sinceridade transparente, e

por certo com relutância. Em toda a epístola, a dignidade, a devoção, a fé

serena e a apaixonada consagração do apóstolo Paulo se destacam com um

intenso resplendor que abranda o coração de todos, com exceção de alguns

obcecados e indiferentes. Apresenta-se a si mesmo perante seus leitores como

aquele que em sua própria pessoa é fraco e indigno, mas que, por meio dessa

fraqueza, a graça e o poder do Deus Todo-Poderoso são magnificados. Em

contraste com a auto-estima e interesses pessoais dos falsos apóstolos,

contrapõe-se a abnegação de Paulo: tudo é de Deus e para a glória de Deus. O

traço marcante em toda a epístola é o da segurança divina: "E disse-me: A

minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (12:9).

Esta nova descoberta desta epístola em nossos dias, com sua doutrina de

reconciliação em Cristo e seu tema de glória mediante o sofrimento,

significaria uma renovação da visão e vitalidade do povo de Deus, e por este

meio, uma bênção às multidões que vivem ainda em trevas espirituais.

 

AUTOR

 

Não existem dúvidas razoáveis e respeito da paternidade literária de Paulo no

que se refere a esta epístola. A segunda epístola aos Coríntios foi escrita no

mesmo ano em que o foi a primeira, provavelmente seis meses depois.

Corinto – Cidade portuária entre o Mar Egeu e o Mar Adriático - Grécia

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