II CORÍNTIOS
Autor: Paulo
Data: Cerca de 55 - 56 dC
SÍNTESE
Nenhum esboço breve pode proporcionar idéia da riqueza e simpatia desta
extraordinária epístola. O principal motivo que inspira Paulo a escrevê-la é o
de reivindicar sua autoridade apostólica, especialmente quando a igreja de
Corinto tinha sido invadida por falsos apóstolos que procuravam minar sua
autoridade e desencaminhar os crentes do evangelho que haviam recebido por
seu intermédio. Escreve, contudo, não com caráter autoritário, mas antes como
pai espiritual dos crentes de Corinto, aos quais ele ama e quer que respondam
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com reciprocidade ao seu amor e permaneçam fiéis as verdades que ele lhes
comunicou. A situação em Corinto chegou a tal ponto que Paulo se vê na
obrigação de falar por si mesmo. Conquanto apele para o conhecimento
pessoal e íntimo que o povo tinha dele e de seu caráter, e lhes lembre os
profundos sofrimentos e as vicissitudes porque passou a fim de comuncar-lhes
a mensagem da salvação, ele o faz com humildade e sinceridade transparente, e
por certo com relutância. Em toda a epístola, a dignidade, a devoção, a fé
serena e a apaixonada consagração do apóstolo Paulo se destacam com um
intenso resplendor que abranda o coração de todos, com exceção de alguns
obcecados e indiferentes. Apresenta-se a si mesmo perante seus leitores como
aquele que em sua própria pessoa é fraco e indigno, mas que, por meio dessa
fraqueza, a graça e o poder do Deus Todo-Poderoso são magnificados. Em
contraste com a auto-estima e interesses pessoais dos falsos apóstolos,
contrapõe-se a abnegação de Paulo: tudo é de Deus e para a glória de Deus. O
traço marcante em toda a epístola é o da segurança divina: "E disse-me: A
minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (12:9).
Esta nova descoberta desta epístola em nossos dias, com sua doutrina de
reconciliação em Cristo e seu tema de glória mediante o sofrimento,
significaria uma renovação da visão e vitalidade do povo de Deus, e por este
meio, uma bênção às multidões que vivem ainda em trevas espirituais.
AUTOR
Não existem dúvidas razoáveis e respeito da paternidade literária de Paulo no
que se refere a esta epístola. A segunda epístola aos Coríntios foi escrita no
mesmo ano em que o foi a primeira, provavelmente seis meses depois.
Corinto – Cidade portuária entre o Mar Egeu e o Mar Adriático - Grécia
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